Blogger news

sábado, 16 de abril de 2011

Texto produzido pelo 8º ano II vespertino do colegio "Edilma de Freitas"


Historia de terror
         
           Era uma vez uma casa em que havia uma criança. Essa criança não saia de casa, pois os pais não deixavam. Certo dia ela fugiu de casa e deixou uma carta que dizia: “ não tenho liberdade então estou saindo de casa, para um lugar desconhecido”. Ela encontrou uma cabana abandonada, que tinha muitas aranhas, morcegos e ratos. Nesse lugar ela encontrou um esqueleto de um homem que já morou lá. Ela ficou muito assustada e saiu correndo para voltar para sua casa. Chegando lá, encontrou os seus pais mortos. Chorando arrependida pelo que fez, Sentiu uma tristeza imensa sem saber o que fazer , sai para a cozinha foi beber água para se acalmar, em cima da mesa tinha uma garrafa, que ela pensava ser água, mas na verdade era ácido. Após tomar o liquido ela morreu. Depois disso a casa passou a ser assombrada pelos espíritos da criança e seus pais. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poema de Sete Faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

 As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


(Carlos Drummond de Andrade)

A Verdade


A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

(Carlos Drummond de Andrade) 

Rindo com o Calvin:

















Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/coletaneas/calvin-seus-amigos-428892.shtml